Cada um dá o que tem, já diziam.
Não me vale aqui, tentar dar paz, sossego, esperança, ou
alegria. Soaria falso. Se tentasse dar certeza então, seria um fracasso total.
Dou aqui o que tenho: arte, beleza e dor. O que me acompanha desde que sou quem sou, mesmo não sabendo
o que é. Essas são minhas certezas, além das incertezas que carrego no
peito.
Divido minha arte pra que quem leia entenda. Não precisa ser letrado em teatro ou musica, tenho o que nasceu comigo. Tenho o que não entendo, mas que aflora, transborda, me sobrepõe. Tenho a beleza que me foi dada. Não pedi, não escolhi e ainda não aprendi a usar. E tenho a dor.
Não, não divido a dor porque é algo bonito, não vejo graça em alguém chorando e pra mim, a beleza da lagrima esta na nossa identificação com a dor dos outros.
Divido a dor porque é algo que me transborda, se não escrevesse, acho que explodiria. Não divido a dor pra compartilhar, escrevo-a, pra esvaziar. Se não o fizesse, ela me destruiria.
Divido a dor porque é algo que me transborda, se não escrevesse, acho que explodiria. Não divido a dor pra compartilhar, escrevo-a, pra esvaziar. Se não o fizesse, ela me destruiria.
Desirée Troyack
31/12/2011
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