"Eu plantei um pé-de-sono,
brotaram vinte roseiras.
Se me cortei nelas todas
e se todas me tingiram
de um vago sangue jorrado
ao capricho dos espinhos,
não foi culpa de ninguém."
Mas não me corto mais, Drummond.
Alias, aprendi a cortar a roseira.
Ela nasce de novo, é bem verdade.
E a cada folha que nasce novamente, é uma nova dor, no antigo corte.
Mas não há como matar uma roseira que eu mesma plantei.
Mas eu aprendi. E consegui. E cortei.
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