sábado, 10 de setembro de 2011

Encontrei o texto abaixo no site http://warley.tumblr.com/ e me permito divulgar dando devido reconhecimento ao autor.

O segredo da minha rua é só saudade tua,
Mas meu doce Alecrim
Saudade é pra quem tem tempo.

Mas não te permita encontrar
Quem não te faz sonhar.
E sei que andando ao léu
Eu posso ver o céu,
Mas não posso te tocar....
Adriano C.

O fato é que a frase "Mas não te permita encontrar
Quem não te faz sonhar." me levou a pensar em muita coisa e essa muita coisa se tornou uma reflexão que agora torno pública.

Pensei sim, algumas vezes, em parar de acreditar, como todo mundo que acredita, creio eu, pensa, uma ou duas vezes na vida.
E despejei muitas vezes a culpa da minha falta de fé em circunstâncias, situações ou até em companhias.
"Fulano não me dá espaço" ou "Fulano só me põe pra baixo", dizia eu, a mim mesma, sem perceber, claro, o tamanho da mentira.
A verdade é que ninguém faz a gente achar nada se a gente não deixar. Se "fulano" ou "ciclano" mudou minha opinião sobre algo, foi porque abri espaço e considerei a palavra dele relevante aos meus pensamentos.
Hoje entendo que, ser eu, e me dar espaço é um desafio muito mais meu do que de qualquer outro.
Percebi em momentos bons que, a satisfação de "ser eu" causava uma aceitação imediata no outro. E se o outro não gostasse, paciência. Eu gosto.
Hoje entendo que sonho é algo pessoal e intransferível. E que a responsabilidade dele é somente minha.
Se acredito, bem. Se não luto, mal. Se caio, levanto, me frustro e não desisto, tudo isso, só tem a ver comigo.
Quem está de fora pode sim acompanhar, querer saber, mas, a única pessoa que vai sofrer integralmente a consequência de qualquer decisão, mesmo que pareça ínfima, sou eu.
Sabendo disso, o que resta a fazer é viver, sem culpa, dores ou lamentos pela opinião alheia. Afinal, o maior e primeiro amor não é o amor próprio? Quem disse isso mesmo?

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